sábado, 19 de dezembro de 2009

Medo do medo

Tenho medo de fazer parte da grande massa, de cair no lugar comum e pensar conforme a midia dita.
Tenho medo de usar a mesma saia da atriz global e esquecer quem eu sou.
Tenho medo de ser apenas mais uma formiga no grande formigueiro da estação da sé, que corre para bater cartão e se preocupa com os descontos no final do mês.
Tenho medo de torcer para que o governo brasileiro não devolva o filho do americano apenas para mostrar que os EUA perdeu ao menos uma batalha para o Brasil mesmo que isso provoque danos irreparaveis na estrutura de um ser humano.
Tenho medo de me contentar com o feijão com arroz admirando a fartura na mesa dos politicos que o povo ao meu redor elegeu e me conformar com o transito da minha cidade enquanto o presidente do país em que nasci voa tranquilamente para ilhas maldivas tratar de assuntos diplomaticos.
Tenho medo dos assentos exclusivos para portadores de necessidades especiais que hoje são tantos nos transportes públicos. Tenho medo das cotas.
Tenho medo de sentir medo de quem passa por mim na rua.
Tenho medo de já estar no lugar comum e já estar pensando conforme a midia dita.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Mudança necessária?

Cada individuo tem um modo singular de viver a vida. Baseados em suas crenças, valores e aprendizados, montandos um padrão de comportamento que será utilizado em todos os momentos.
As escolhas simples são feitas automaticamente e as mais elaboradas passam pelo crivo e com base nas idéias ponderadas a escolha é processada.
Agimos também de acordo com os estimulos de pessoas em nossa volta, quando nos elogiam ou criticam tendemos a repetir ou repelir atitudes e comportamentos, que vão desde uma fala ou até mesmo o modo de se vestir.
Carregamos estimulos recebidos desde nossos primeiros dias de vida, estimulos estes que são gerados pelo meio em que estamos inseridos, estrutura familiar, crença religiosa, meios de comunicação e sistema escolar.
O padrão formado pode durar a vida toda e ser passado de geração para geração como uma verdade absoluta, sem possibilidade de questionamentos, pois questionamentos abrem espaço para dúvidas, dúvidas abrem espaço para pensamentos que por sua vez abrem espaço para ideias e idéias representam inovações o que pode colocar abaixo a crença de que exista algo absolutamente verdadeiro.
Quando estamos preparados para enfrentar o fato de que o que nos foi ensinado pode ser mudado, uma revolução é iniciada em nosso mundo interior e invariavelmente refletida no mundo exterior.
As mudanças podem ser sutis e ocorrer sem grandes consequencias, mas existem mudanças grandiosas que podem gerar desconforto para quem as vivenciam pois sempre vem acompanhadas de sentimentos desconexos como angustia, vazio, tristeza, depressão, confusão, euforia, ansiedade e culpa. Quem consegue superar a fase inicial da transição, pode desfrutar de um grande alívio e se sentir capaz e mais forte para enfrentar outros questionamentos que levarão a outras grandes mudanças.
Mudanças geralmente afetam não somente o individuo questionador mas todo o núcleo social do qual faz parte, o que ajuda na afirmação já citada que a mudança interior invariavelmente reflete no mundo exterior.
O auto-conhecimento não tem como base questionamentos diários inconscientes que por comodidade ou qualquer outro motivo, respondemos com as velhas respostas pré-formuladas, e sim quando estes questionamentos e suas respostas se tornam conscientes e passiveis de mudanças.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Nosso único objetivo: Ser feliz

Nosso subconsciente trabalha na materialização de nossas crenças. Ele não tem senso de humor. Faz sempre o que acreditamos. Não falha. Dessa forma, o fracasso não existe. Você foi sempre um sucesso! Sua vida é obra sua. Você é responsável por suas experiências. Mesmo aquelas que parecem não depender de você foram atraídas por sua forma de pensar.



As coisas não vão bem? Só colhe infelicidade? É hora de perceber como você consegue fazer isso. Certamente não escolheu a atitude adequada para obter bons resultados. Mudando essa atitude, tudo se modificará.


A vida deseja que você desenvolva seus potenciais de espírito eterno e aprenda a ser feliz. A felicidade é nosso destino e só o bem é verdadeiro. Para nos ensinar isso, a vida programa nossas experiências de acordo com nossas necessidades. Através do resultado dessas experiências conquistamos a sabedoria.


Na queixa há sempre uma justificativa para continuarmos a ser como somos, mas há também uma auto-imagem negativa. Você pensa que não pode fazer nada, que é incapaz e não merece. Conforma-se em ser pobre, em ficar em segundo plano, em pensar primeiro nos outros (“é feio pensar em você primeiro”). Acha que, para você ter, outros terão que dar e perder. Como se Deus fosse pobre e tão limitado que para dar a uns teria que tirar de outros. Esses pensamentos são altamente depressivos e atraem infelicidade.


Seu subconsciente obedece às mensagens que você lhe envia. Você tem todo o poder de criar seu próprio destino. Se deseja viver melhor, reconheça isso.


Faça uma lista de suas crenças e até das frases que costuma dizer. Se puser atenção e for sincera, logo vai perceber quais as crenças que são responsáveis por sua infelicidade. Não pense mais nelas. Esqueça-as. Quanto mais se preocupar em eliminá-las, mais pensará nelas e as alimentará.


Trate de cultivar o oposto. Faça afirmações positivas sempre usando o presente. Exemplo: “Eu sou feliz”, “Tenho muita sorte”, “Minha saúde está cada dia melhor”, etc. Escreva-as e espalhe-as em sua casa, nos lugares onde você possa vê-las constantemente. Repita-as várias vezes por dia.


Mas não se esqueça de pôr emoção nelas, acreditar realmente no que afirmar. Ignore aquela vozinha que lhe diz que não vai funcionar. Não custa nada experimentar.


Lembre-se de que todos os problemas de sua vida foram criados por você. Você foi, é e sempre será um sucesso. Suas escolhas podem ter dado um resultado diverso do que você esperava, mas você conseguiu materializa-las. Refletem o que você crê, e o que você crê seu subconsciente materializa.. Pense nisso.


                                                                                                                            Zibia Gaspareto

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Eu tenho uma teoria e gostaria de marcar uma reunião com Deus para apresenta-la pois acho que ele a aprovaria.
Penso que para os homens entenderem realmente as mulheres deveriam uma vez na vida por uma semana passar pela experiência que as mulheres vivenciam todo mês.
Uma vez na vida basta. Seria assim:
Ao completar 19 anos (idade em que já passaram da expectativa dos 18 e estão quase amadurecidos e deveriam estar preocupados em encontrar uma mulher interessante) os homens começariam a sentir os efeitos da TPM - Nas costas a sensação de estar sendo rasgando ao meio, a cabeça pesada com um zumbido finiiiiiiinho, o humor mudando aos poucos começando com um leve mau humor, passando por momentos de sensibilidade até chegar a ira e a total falta de controle finalizando com um choro compulsivo porque a manteiga acabou.
Ficará menstruado, com direito a colica, sonolência e depressão.
Tudo isso unido ao trabalho, faculdade, academia, namorada, pai, mãe e irmãos.
Teriam que descobrir que não tem mais absorvente as 23:00hs, pedir para alguém sair para comprar e receber olhares qustionadores: "Por que você não viu isto antes??", manchar as roupas e os lençois e ter que lavar tudo antes de ir de sair de casa (mesmo que já esteja atrasado).
Se preocupar para que ninguém perceba e perder o evento do ano pois está mal demais para sair.

Detalhe importante: Não poderiam receber ajuda de sua mãe, irmã, namorada ou melhor amiga. (como os homens sobreviveriam a isso?)

Após esta experiência única na vida, aposto que os homens (será que algum menino não amadureceria após tamanha provação??) olhariam as mulheres com respeito, devoção e não ousariam desagrada-las nem mais um segundo sequer, pois lembrariam que essa única experiência marcante é vivida mensalmente por todas elas!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Será?

Já se passou tanto tempo que já não sei mais como faz! Será que é como andar de bicicleta, uma vez que aprendemos, jamais esquecemos? Ou será que é como aprender uma nova lingua que precisamos sempre praticar ou do contrario vai sumindo aos pouquinhos? Mas será que desaprendemos esta nova lingua, ou ela fica guardada em um cantinho esperando ser usada?
Como será com o relacionar-se?
Existe uma receita ou cada experiência é unica?
Com o passar do tempo me acostumei a ser minha única namorada. Aprendi a gostar da minha compania, ir e vir sem dizer nada á ninguém. Mudo de idéia, de cabelo, de estilo. Saio, volto, fico.
Será esta a incrivel descoberta necessária para que um relacionamento possa ser maduro?
Será que já estou pronta? Ou sempre estive, ou nunca estarei...
Será que já sei que sou livre independente de estar envolvida com outra pessoa?
Será que há espaço? Será que há possibilidade?
Existe o desejo, mas existe o medo. Está tudo tão certo, está tudo tão calmo. Mas será que é esta calmaria e certeza que eu quero?
Será que o inicio do questionamento é um indicio de mudança?
Será que a vida muda mesmo em um segundo?
Será possivel sorrir por outros motivos, não se importar tanto com outros? Compartilhar limites, sonhar sonhos e viver realidade?

Como descobrir? Talvez deixando o tempo andar na medida determinado pela vida, aproveitando o agora para que não reste saudade.

Será?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O bom e o mau profissional de Recrutamento e Seleção

Em uma entrevista, se você tem a impressão de que a pessoa que está lhe fazendo perguntas, não está preparado para escutar suas respostas: Pare. Você está certo.
Um bom entrevistador já nem leva a entrevista para frente quando nas primeiras perguntas já sabe que o perfil não se enquadra à vaga disponivel, pois sabe que ao prolonga-la, vai ficar monotona e desinteressante.
O bom entrevistador faz uma leitura não só do curriculo, mas também do candidato, tento em vista os pré-requisitos da vaga. Se não há uma troca de olhares, se o olhar está voltado apenas para o curriculo, mais um indicio de que ele está preso ao manual, mas não tem feeling para pessoas (o que seria fundamental para pessoas de RH).
Se o entrevistador comete erros de Português como "vamos estar entrando em contato", é melhor repensar sobre seu interesse pela vaga, pois temos que levar em consideração de que esta pessoa já falava assim no ato de sua contratação, e se a empresa tolera este vicio de linguagem... tolera este tipo de vicio de linguagem.
O bom entrevistador sabe falar da empresa para a qual trabalha, fornece dados claros e objetivos sobre os requisitos e funções pertinentes a vaga e não se importa de responder perguntas, já o mau entrevistador vê o candidato questionador como "carta fora do baralho" pois nunca parou para pensar que o termo entrevista quer dizer: ENTRE VISTAS ou seja, um ponto discutido entre duas visões, a de quem oferece a vaga e a de quem está se oferecendo para a mesma, sendo assim devem ser sim discutidos todos os pontos antes da contratação. O profissional de seleção que não estiver apto ou disponivel para isso, pode ser considerado um profissional limitado.
O bom entrevistador encerra a entrevista com um feed back sobre o candidato e suas chances para ingressar na empresa, dando um norte, positivo ou negativo não necessáriamente concreto, mas não dando falsas esperanças para aquele candidato que já foi previamente descartado no decorrer da entrevista. 
Esses são alguns pontos para atentar no ato da entrevista, pois além de ser entrevistados, os candidatos devem estar preparados para também entrevistar, afim de ter uma idéia previa do que virá pela frente se acontecer a contratação. 

O dificil mercado de trabalho

O mercado de trabalho não está competitivo, está carente de profissionais de RH voltados realmente para pessoas.
Quem está a procura de uma oportunidade se depara com barreiras incompreensiveis, ainda mais para quem já tem uma longa experiência no mundo corporativo.
As entrevistas agora são coletivas, ém media 10 pessoas em uma sala, tentando vender o seu peixe para entrevistadores que na maioria das vezes estão perdidos em seus pensamentos, tentando resolver os problemas que deixaram em suas mesas, e-mails não lidos e pedidos do chefe.
Os candidatos vão se apresentando tentando adivinhar o que farão para chamar um pouco à atenção do entrevistador que nem os olha nos olhos.
Um problema maior é encontrado por quem está a procura de um cargo de hierarquia superior a assistente, pois quem conduz a entrevista, na maioria das vezes é o analista de RH, que obviamente vai selecionar um parceiro ou um superior que melhor se encaixar no seu ideal.
Penso que um bom lider seleciona sua equipe com base nas experiências anteriores e como o candidato fala sobre si, e na maioria das vezes, contratar alguém com o perfil "diferente" do já existente na equipe é positivo, pois faz com que as estrátegias, técnicas e objetivos sejam reavaliados. Faz com que a equipe desperte para o ponto cego.
Um bom lider vai verificar de perto como está sendo conduzida a entrevista para o cargo que ele vai liderar, pois justamente o perfil que ele está a procura pode ser descartado por ser nitidamente uma "ameaça" a quem já está com tantos vicios e não quer sair do lugar comum, do "sempre fazemos desta forma, e da certo a 15 anos" ou "aprendi assim".
As empresas deveriam adotar um espaço de feed back no final da entrevista, para que os candidatos pudessem descrever como se sentiram,o lado positivo e o que foi desnecessário, aposto que com esta ideia (claro, que se chegasse nas mãos do verdadeiro lider, com uma visão aberta para mudanças) muitas melhorias seriam feitas, e por que não dizer que um candidato poderia ser contratado por apresentar idéias não apresentadas pela equipe atual?
Mas vamos nessa... participando de sessões de tortura que levam de 1h até 4 hs, ecutando pessoas vendendo sua imagem, tentando conquistar atenção e no fundo no fundo, se questionando até que ponto vale a pena compactuar com esse sistema imposto por alguém que nos fez acreditar que o mercado de trabalho está dificil e que temos que fazer ou nos submeter a qualquer tipo de avaliação.