domingo, 31 de janeiro de 2010

Ninguém

Ninguém a minha espera, ninguém ao meu redor.
Apenas eu. Meus pensamentos, meus sentimentos, minhas dúvidas e minha solidão.
Já não doi e não assusta mais.
É silencioso porém cheio de vida.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

De volta a caixa

na caixa as pessoas vivem como se a realidade fosse apenas aquela.
estão com medo.
não sabem como agir.
estão famintas por aceitação.
querem mostrar seu poder.
querem estabelecer territórios.
não enxergam além de seus proprios narizes. não percebem os outros.
querem fazer dos outros seus semelhantes. querem modifica-los.

trancados na caixa olhando apenas para seu reflexo no espelho
escutando apenas o eco de sua propria voz
o diferente fere
atacar é preciso
esconder suas fraquezas também

assim o ser humano vai se mostrando
e quem consegue entender que a caixa é apenas uma passagem
sai da caixa

domingo, 3 de janeiro de 2010

não

que meu sorriso não o engane sobre minha coragem
que meus olhos não o engane sobre minha alma
que meus gestos não o enganem sobre minha indole
que minha voz não o engane sobre minha fragilidade
que o meu corpo não o engane sobre minha força
que minhas palavras não o enganem sobre minha inteligência

pedaços de memorias

pedaços de memórias espalhados pela cama

pieces of memories spread all over the bed

pedaços de memórias espalhadas pela cama
pieces of memories spread all over the bed

pedaços de memórias espalhadas pela cama

Em miha presença

Ela finalmente conseguiu ficar na presença dela.
Se apresentou. Não casualmente como sempre fizera. Ela se apresentou de corpo e alma, descobrindo assim, a si mesma. Falou sem pudores e sem medo, o que realmente queria. Deixou fluir todos os desejos e admitiu sempre fugir deles. Admitiu ser fragil. Admitiu estar comprometida com o passado. Admitiu enfim estar machucada.
Sentiu seu olhar de acusação e sensura. Tentou explicar.
Não era sem tempo aquele encontro. Escutar.
Pedaços do passado em cima cama, todos carregados de paixão e verdade, até os mais doloridos. Alguns rasgados, outros amassados e outros ainda inteiros, claros, coloridos mas já não vivos.
Aconteceu, foi vivido, foi real. Passou.
Ela se despiu.
De todas as peças, a mais dificil foi despir a alma. Esta já tão acostumada a usar suas fantasias, tentou ainda deixar alguns farrapos a escondendo.
Aceitou seus carinhos, como se escutasse "Tudo está bem agora"
Foi aquietando o coração, na mente já se escutava de vez em quando o silêncio. Restaram somente os farrapos da alma.
Já estava de olhos abertos quando escutou o perdão. O perdão pelo que foi, o que é e o que será.
Olhou em seus olhos e finalmente se aconchegou à presença.

o primeiro toque ao intocado

quando uma parte minha antes guardada dentro de um mudo construindo pelos meus proprios medos finalmente cria coragem e mostra primeiramente os olhos para o mundo, vejo que não é tão assustador assim.
talvez todos os sentimentos controversos hora produzidos pelo passar do tempo sejam parte fundamental ao meu ser quanto a propria respiração. sem algo ainda não revelado a existência perde o sentido, pois só a pulsação da procura e descoberta fazem o sangue correr e trazer vida a máquina que chamo corpo.
Ao entrar no quarto dela a conheceu de proz-as pontas